Contracepção masculina definitiva, feita depois da consulta, dos critérios da legislação e do prazo de 60 dias.
Para quem decidiu não ter filhos ou não quer novas gestações. A consulta esclarece os critérios da legislação, o que muda e o que não muda depois do procedimento.
O prazo começa na data em que a consulta acontece e a Manifestação de Vontade é assinada. A cirurgia só pode ser feita depois de transcorridos, no mínimo, 60 dias dessa data.
Quem faz a consulta e prefere pensar antes de assinar tem o prazo contado a partir da assinatura, e não da primeira consulta.
A esterilização voluntária é regulamentada por lei. A vasectomia pode ser realizada em homens com capacidade civil plena que cumpram pelo menos um destes critérios: idade acima de 21 anos, ou pelo menos dois filhos vivos.
A legislação também estabelece prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação formal da vontade e a cirurgia. Nesse período devem ser fornecidas informações sobre planejamento familiar, métodos contraceptivos disponíveis e o caráter potencialmente definitivo da esterilização.
A decisão é registrada formalmente depois do esclarecimento sobre características do procedimento, riscos, efeitos adversos, possibilidade de falha, possibilidade de recanalização e dificuldade de reversão. A autorização do cônjuge ou companheiro não é exigida por lei. Cumprir os critérios legais não elimina a necessidade de avaliação médica individual.
Os espermatozoides são produzidos nos testículos e chegam ao líquido ejaculado pelos ductos deferentes. Na vasectomia esses ductos são interrompidos. Depois do período necessário para eliminação dos espermatozoides que ainda permaneciam no trato reprodutivo, eles deixam de integrar o sêmen ejaculado.
Depois da cirurgia ainda podem existir espermatozoides no trato genital. Outro método contraceptivo deve ser mantido pelo período orientado. Depois é feito o espermograma de controle, e a liberação só ocorre com avaliação do exame e orientação médica. Em algumas situações o exame precisa ser repetido.
É um método de alta eficácia, mas nenhum procedimento é apresentado como infalível. Podem ocorrer falha técnica e recanalização espontânea dos ductos deferentes, inclusive tardia.
Riscos possíveis: dor, edema, equimoses, hematoma, sangramento, infecção, inflamação, granuloma espermático, desconforto local temporário, dor escrotal persistente numa pequena parcela dos pacientes, falha do procedimento e recanalização dos ductos. Os riscos individuais são discutidos na consulta pré-operatória.
Histórico médico, doenças prévias, medicamentos em uso, alergias, cirurgias anteriores, exame da região genital, planejamento reprodutivo, número de filhos, entendimento sobre o caráter definitivo do método, critérios da legislação, alternativas contraceptivas, riscos e orientações do pré e do pós-operatório.
Existem técnicas de tentativa de reversão, mas são cirurgias mais complexas e sem garantia de recuperação da fertilidade. Quanto maior o tempo desde a vasectomia, e dependendo de outros fatores reprodutivos, as possibilidades variam. Quem acredita existir possibilidade relevante de desejar filhos no futuro deve discutir outras opções contraceptivas antes.
Não interrompe a produção de testosterona nem atua no mecanismo da ereção.
Sim.
Não. É preciso aguardar o período indicado, fazer o espermograma de controle e receber orientação médica.
Sim. É atendimento médico e está protegido por sigilo profissional.
Depende do procedimento e do tipo de atividade. É respondido na consulta.
O valor depende do que for indicado para o seu caso, e por isso é definido depois da avaliação. Fale com o consultório para entender as condições.
A consulta esclarece os critérios da lei, o que muda e o que não muda depois do procedimento, e inicia a contagem do prazo legal.
